domingo, 22 de fevereiro de 2015

enquanto não souber o que dizer

Continuo a olhar para uma folha branca. Não sei se tomo a folha branca como o meu eu, o que queria ser, ou o que não vejo em mim.
Almejo tanto, demais até. Quero tanto, sinto tanto que dói e não é uma dor física.
É nos ensinado que devemos crescer com objectivos, expectativas e esperança .. ninguém nos ensina a  lidar com a desilusão, com o azar, com a incerteza e com o medo. Dizem que a vida tem que nos ensinar. E teimamos que o tempo ajuda a aprender, e que os sonhos não passam disso. Porque quando somos “grandes” temos de aceitar o que a vida nos dá ou procurar por mais. E quando não somos comodistas e ainda assim não gostamos de mudanças? É suposto ceder a que capricho?
A quem é que devemos ouvir? Ou o quê? A razão e a emoção não são amigas, são concorrentes e não pode haver empate.
E quem disse que 20 anos depois de existirmos temos de saber ser gente? Temos o dever, não, a obrigação de obedecer aos padrões que alguém, que não os segue, criou?

Abafo estas questões e amanhã é outro dia porque não me quero ouvir mais, não enquanto não souber o que dizer.

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