Continuo a
olhar para uma folha branca. Não sei se tomo a folha branca como o meu eu, o
que queria ser, ou o que não vejo em mim.
Almejo
tanto, demais até. Quero tanto, sinto tanto que dói e não é uma dor física.
É nos
ensinado que devemos crescer com objectivos, expectativas e esperança ..
ninguém nos ensina a lidar com a
desilusão, com o azar, com a incerteza e com o medo. Dizem que a vida tem que
nos ensinar. E teimamos que o tempo ajuda a aprender, e que os sonhos não passam
disso. Porque quando somos “grandes” temos de aceitar o que a vida nos dá ou
procurar por mais. E quando não somos comodistas e ainda assim não gostamos de
mudanças? É suposto ceder a que capricho?
A quem é que
devemos ouvir? Ou o quê? A razão e a emoção não são amigas, são concorrentes e
não pode haver empate.
E quem disse
que 20 anos depois de existirmos temos de saber ser gente? Temos o dever, não,
a obrigação de obedecer aos padrões que alguém, que não os segue, criou?
Abafo estas
questões e amanhã é outro dia porque não me quero ouvir mais, não enquanto não
souber o que dizer.


