quinta-feira, 2 de outubro de 2014

isolamento da alma

Não sei por onde começar. Nunca sei. Só tenho uma certeza que será eterna… há sempre mais para dizer.
Ando há alguns dias a pensar em escrever o que sinto. Talvez para me convencer de que ainda tenho sangue nas veias, que o coração ainda bate, que ainda sinto. Ando basicamente a enganar-me.
Não sinto nada. Congelei e escondi o botão de descongelamento ou foi-me roubado?
É muito mais fácil culpar algo, alguém. Mas será culpa de alguém tu não sentires? Será que Deus te esqueceu e te condenou ao esquecimento, à pequenez, ao isolamento da alma? Será que a minha alma decidiu ir fazer a viagem a Itália que sempre quis?
Também deixei de questionar, de querer resposta – resignação.
Não me consigo lembrar se algum dia fui diferente ou se só o ambicionei ser.
Enquanto esfumaçava outro cigarro (fiz disso uma hábito quase tão constante como respirar) constatei que não sei o que o amor, o que é amar. Os outros sabem? É suposto saber ou os filmes e livros que leio são o rascunho de uma não realidade?

Hoje leram-me uma frase que vou adoptar, “se não vens para me dar paz, deixam-me em paz”.